Diante do aumento de intensidade e frequência dos eventos climáticos extremos e, por consequência, das necessárias medidas de prevenção e adaptação aos desastres, o VI Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo Ambiental propôs-se um espaço de avaliação de estratégias, linguagens e discursos para comunicar questões complexas e transversais de maneira acessível e ética através do jornalismo. Ao reunir pesquisadores de diversas regiões do Brasil e do Exterior, o evento proporcionou uma pluralidade de olhares sobre os desafios e oportunidades do Jornalismo Ambiental contemporâneo, identificando lacunas e potencializando o impacto social da pesquisa acadêmica.
O Grupo de Pesquisa em Jornalismo Ambiental UFRGS/CNPq, responsável pela realização do VI ENPJA, reúne ampla trajetória e produção científica sobre o tema. A emergência climática, no entanto, conclama novos pesquisadores ao esforço de produzir novas reflexões a partir do referencial teórico sobre Jornalismo Ambiental já consolidado com base em metodologias variadas e tratando de objetos ainda pouco explorados pela literatura.
O tema central desta edição permitiu explorar como a produção jornalística pode desempenhar um papel mais ativo na promoção de práticas sustentáveis e na construção de narrativas orientadas para a responsabilidade socioambiental. A programação científica e os painéis com especialistas buscaram aprofundar a compreensão sobre o papel do jornalismo na formação de uma opinião pública crítica e na mobilização para a transformação social. Dessa forma, o VI ENPJA buscou fortalecer a comunidade de pesquisadores e comunicadores engajados com a sustentabilidade, impulsionando iniciativas inovadoras e colaborativas capazes de enfrentar os desafios do nosso tempo. Tal esforço pode ser contemplado, agora, nestes anais.
Ilza Girardi, Débora Gallas, Eliege Fante
Anais do VI Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo Ambiental,
realizado em Porto Alegre, de 24 a 26 de set. 2025, com o tema: A prevenção na
pesquisa em jornalismo ambiental diante dos desastres / Ilza Maria Tourinho
Girardi, Débora Gallas Steigleder e Eliege Maria Fante (organizadoras) – Porto
Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2025. 146 p.
ISBN 978-65-5973-514-3
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Aparatos sociotécnicos e processos de comunicação mediada: as enchentes do Rio Grande do Sul em 1941 e 2024 – Gabriele da Silva Bordin. 8
Como falamos do clima: a cobertura jornalística da seca amazônica de 2023 em O Globo e O Liberal – Lucas Guaraldo Itaborahy. 14
Abordagens preventivas sobre emergência climática na perspectiva de jornalistas: um recorte – Criselli Maria Montipó e Myrian Regina Del Vecchio-Lima. 19
Da informação ao engajamento: Jornalismo Ambiental e o desafio da justiça climática – Cláudia Herte de Moraes. 24
A midiatização da solastalgia: Jornal A Sirene e a construção da memória do desastre de Mariana – Larissa Helena Pereira de Oliveira. 29
Educação para a redução de riscos de desastres: a importância do jornalismo ambiental e da educomunicação na formação de novas gerações – Ademir da Silva Ribeiro Junior, Eloisa Beling Loose e Luciana de Resende Londe. 35
Jornalismo Socioambiental em tempos de polarização: desinformação e os desafios da cobertura da crise climática no Brasil – Cláudia Sarmento. 40
Percepções sobre as enchentes no Rio Grande do Sul em links de comunidades políticas do Reddit – Daphne Leilane da Silva, Bianca Maria da Silva Melo e Priscila Muniz de Medeiros. 45
Jornada da Notícia: concepção de uma plataforma de monitoramento de notícias sobre os ODS – Ricardo Luiz Aoki 50
O ESG no discurso jornalístico sobre meio ambiente: análise da cobertura do jornal Valor Econômico – Janaína Cardozo Capeletti 56
Percepções europeias e latino-americanas do Cartoon Movement sobre o acordo comercial UE-Mercosul (2020-2024) – Amanda Caroline Galdino, Guilherme Fenício Alves Macedo e Maria Luisa Galdeano Damasceno. 61
A formação acadêmica de jornalistas que cobrem a pauta socioambiental no Brasil – Laiza Mangas e Rosane Steinbrenner 72
Tópicos fundamentais ou temas-chave para a estruturação de uma proposta epistemológica e metodológica para a prática do Jornalismo Ambiental – Pablino Cáceres Paredes. 78
Possíveis intersecções entre Agroecologia e Jornalismo Ambiental: o diálogo de saberes e as práticas jornalísticas – Júlia Petenon e Reges Schwaab. 84
Mulheres amazônidas no jornalismo: uma análise interseccional da prática de uma jornalista investigativa – Yanna Duarte Arrais, Thaisa Cristina Bueno e Idayane da Silva Ferreira. 91
Governo de MT e as obras na MT-251: o caso Portão do Inferno sob o olhar dos enquadramentos do G1 – Renan Souza Camiran, Nealla Valentim Machado e Jociene Carla Bianchini Ferreira Pedrini 96
O papel do jornalismo na disputa pela marginal direita do Rio Sorocaba – Vanessa Ferranti 101
Conflitos socioambientais em pauta no Jornalismo Ambiental: os casos de Cajueiro (São Luís, MA) e Piquiá de Baixo (Açailândia, MA) – Idayane da Silva Ferreira, Roseane Arcanjo Pinheiro e Yanna Duarte Arrais. 106
Protagonismo socioambiental e do pertencimento: análise de discursos de sites jornalísticos a respeito de comunidades vítimas de incêndios em Roraima – Daniela Batista da Silva e Simão Farias Almeida 111
Inteligência Artificial no combate à desinformação: o caso da Ambiental Media – Isabela Paulino Assis e Liliane de Lucena Ito. 116
Análise de notícias sobre as “árvores fake” na COP-30 – Kaio Vinicius Magalhães Dias e Alessandra Pinto de Carvalho. 121
O olhar decolonial na prática do Jornalismo Ambiental – Patrícia Kolling e Gustavo Lima Silva. 126
Desafios da prática no Ensino de Jornalismo Ambiental como serviço de Extensão Universitária – Amanda Aparecida Grzebielucka e Hebe Maria Gonçalves de Oliveira. 132
O problema da espetacularização em duas reportagens da Record RS e da RedeTV! sobre as enchentes do RS – Yasmim Carneiro Oliveira e Miguel Ángel Lomillos. 137
A proteção animal como abordagem de educação ambiental: produção de cartilhas como recurso didático no campo jornalístico-midiático – Larissa Batista de Vargas. 142